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Nadando
em Dinheiro
Fonte
principal: Cinemateca Brasileira |
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Comédia.
Um motorista de caminhão herda uma grande fortuna mas, depois de
ridicularizado pela elite e abandonado pela família, acorda feliz com
sua condição humilde de suburbano. |
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| Elenco |
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Amácio
Mazzaropi |
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Isidoro Colepícula |
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Ludy
Veloso |
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Maria |
| A.
C. Carvalho |
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Eufrásio |
| Nieta
Junqueira |
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Xantipa |
Liana
Duval •
Carmen Muller • Simone de Moura
Vicente
Leporace •
Xandó Batista • Francisco Arisa
Jaime Pernambuco • Elísio de Albuquerque
•
Ayres
Campos
Napoleão Sucupira • Domingos Pinho •
Nélson Camargo
Bruno Barabani •
Jordano
Martinelli •
o
cão
Duque
(Coronel)
Wanda Hamel • Joaquim Mosca •
Albino Cordeiro • Labiby Madi
Maria Augusta Costa Leite • Pia Gavassi
• Izabel Santos
Carlos Thiré • Annie Berrier •
Oscar Rodrigues de Campos
Edson Borges • Vera Sampaio • Luciano
Centofant
Maury F. Viveiros • Antônio Augusto Costa
Leite • Francisco Tamura |
1º
rolo: (Estádio do Pacaembu, SP). Um acidente de trânsito entre o caminhão de
Isidoro Colepícola e o carro de um advogado (?) torna-se providencial. Com a
ajuda de um guarda de trânsito, Isidoro é forçado a acompanhar o advogado,
deixando Coronel, seu cachorro de estimação, de guarda ao caminhão. Na magnífica
mansão do cliente do advogado, o nome de Isidoro provoca inúmeras reações,
de respeito ou de susto, na criadagem da casa. Em presença de um senhor idoso e
moribundo, Isidoro descobre, através de uma marca nas costas, ser seu neto e,
portanto, herdeiro de uma grande fortuna. O avô morre. Isidoro recebe os pêsames
formais em um suntuoso velório ao qual comparecem inúmeras autoridades. No
"Banco de Incremento Comercial", o gerente acolhe com formalidade e
atenção a figura "caipira" de Isidoro que exige a troca imediata em
dinheiro do cheque correspondente à herança recebida. O gerente tenta persuadí-lo
sobre o depósito do cheque mas, devido a insistência de Isidoro consente na
liberação de vários pacotes com cédulas monetárias. Com paciência,
Isidoro
conta o conteúdo de cada pacote que se transforma, depois de uma súbita
ventania, numa montanha de dinheiro. Com a ajuda de batedores da polícia,
Isidoro leva em dois sacos, no interior de seu velho caminhão, a quantia
recebida. Uma banda de música e uma multidão de vizinhos o acolhe festivamente
na vila suburbana. Uma festa, com chope, champanha e salgados, cerca as
festividades nas quais repórteres entrevistam o novo milionário. Ao final da
festa, os vizinhos carregam uma "boquinha" dos pacotes de dinheiro.
Passa-se o tempo. A porta da nova casa de Isidoro exibe várias campainhas
conforme as suas utilidades: "cobradores", "fornecedores",
"analfabetos", "crianças". (299 m)
2º rolo: Isidoro habita, agora,
na magnífica mansão de seu avô. A empregada coquete o serve em um lauto
"breakfast" no qual Isidoro se atrapalha com as "grãfinices":
ovo
quente
à moda inglesa, revistas estrangeiras... O dia-a-dia é mais cansativo: seu
secretário Eufrásio lhe arruma muitos compromissos financeiros, sua esposa
Maria cobra uma maior mesada e pouco tempo lhe sobra para diversão. Maria
recebe, no jardim, suas antigas vizinhas, enquanto Isidoro visita seu cachorro,
cuja casinha requintada parece incomodá-lo, e a seguir seu velho caminhão, ora
mantido por uma equipe de mecânicos. O quarto abarrotado de brinquedos enfastia
a filha de Isidoro que, neste ínterim, prepara o seu matinal banho com cédulas
e moedas. Espiado pela turma de empregados, na qual se inclui seu secretário,
Isidoro literalmente nada no dinheiro. À tarde, recebe um jornalista
inescrupuloso a quem bota para fora, um pintor moderno que lhe desagrada ao
compor um quadro abstrato tendo como tema o seu caminhão, e um inventor que lhe
traz um robô de lata que, obedecendo a um controle eletrônico, serve de
vigilante contra ladrões. A empregada
coquete,
assustada, é usada como cobaia do invento. Entusiasmado, Isidoro encomenda dois
robôs. À noite, uma luxuosa recepção anima a casa de Isidoro que, olhando
por umaparelho de TV (espécie de circuito interno) também herdado do avô,
controla as maledicências proferidas contra ele por seus riquíssimos
convidados. Maria, sem nenhum requinte, introduz os convidados na sala de jantar
na qual todos passam a agir como autômatos. Isidoro retira uma melodia dos
copos de cristal com o auxílio dos talheres e, para se vingar dos comentários
maldosos, serve vinho da pior qualidade. Na sobremesa, luta com uma teimosa
manga que foge de seu prato para debaixo da mesa onde Isidoro termina por
bolinar nas pernas das mulheres, provocando um grande escândalo. (337 m )
3º
rolo: Para se consolar, compra uma dúzia de mangas de um vendedor ambulante e
as distribui para amigos humildes que estão reunidos em um boteco. A noite é
regada com vinho de garrafão. Os amigos cantam uma canção sobre a saudade e
Isidoro parece redescobrir as qualidades de uma vida simples. Os dois robôs de
Isidoro provocam bagunça na casa. Isidoro, na ausência de algo mais digno, se
diverte com a situação, da mesma maneira como perturba o flerte do secretário
com a empregada enquanto mantém algumas "amiguinhas" como consolo.
Maria se mostra enciumada, Isidoro nega compromissos extra-conjugais, Maria
renega essa nova vida de ricaço. Em seu carro, Isidoro apanha Marlene, uma
"amiguinha", para um passeio. Um fotógrafo bate um retrato
comprometedor na entrada de uma sofisticada "boutique" na qual a
"amiguinha" de Isidoro acompanha um desfile de modas particular.
Isidoro fica vesgo com as belas manequins.Uma delas termina por
brigar
com a "amiguinha" enciumada de Isidoro que novamente é fotografado em
pose comprometedora. Os jornais noticiam a confusão. Maria deixa um bilhete de
despedida, levando a filha e o cachorro. Aflito, Isidoro retorna à vila de
origem onde a filha se recusa a voltar com ele e as vizinhas defendem a esposa.
Procura a "amiguinha" que, irritada e acompanhada de um outro amante,
expulsa Isidoro de seu apartamento. De volta à mansão, encontra aos prantos
Xantipa, a esposa de seu secretário, pois este fugira com a empregada coquete.
Tentando entrar pela janela, Isidoro enfrenta a vigilância de seus dois robôs,
agora ameaçadores, e se sente um novo rei Midas ao descobrir que tudo que o
rodeia se transforma em dinheiro. Sufocado, acorda em seu quarto humilde, abraça
Maria e recupera-se do terrível pesadelo do qual fora vítima. (275 m)
| comédia, ficção; 90
minutos; censura livre |
| cia
produtora |
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Companhia
Cinematográfica Vera Cruz
Cooperação financeira Banco do Estado de São Paulo S.A |
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| distribuição |
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Columbia
Pictures |
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direção |
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Abílio
Pereira de Almeida |
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diretor
adjunto |
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Carlos
Thiré |
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assistente |
|
Toni
Rabatoni e
Sérgio
Hingst |
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argumento |
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Abílio
Pereira de Almeida |
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diretor
de fotografia |
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Nigel
C. (Bob) Huke |
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operador
de câmera |
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Jack
Mills |
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assistente
de câmera |
|
Carlo
Guglielmi |
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| diretor
de produção |
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Pio
Piccinini |
| assistente
de produção |
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Geraldo
Faria Rodrigues |
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engenheiros
de som |
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Erick
Rasmussen e Ernest Hack |
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assistentes |
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Giovanni
Zalunardo e Raul Nanni |
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montagem
editor |
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Oswald
Haffenrichter |
|
montagem |
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Álvaro
Novais e Germano Arlindo |
| assistente
de montagem |
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Walter
Vitalino |
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| chefe
eletricista |
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Sérgio
Warnowsky |
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| contra-regra |
|
Manoel
Monteiro |
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cenografia |
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Pierino
Massenzi |
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decorações |
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João
Maria dos Santos |
| construções |
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José
Dreos |
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| móveis
e antiguidades |
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Florestano |
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| guarda-roupa
feminino |
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Simona
de Moura |
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maquilagem |
|
Valerie
Fletcher |
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música |
|
Radamés
Gnatalli |
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continuidade |
|
Maria
Aparecida de Lima |
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estúdio
filmagem |
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Companhia
Cinematográfica Vera Cruz (São Bernardo do Campo) |
| locações |
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mansão
na av. Paulista |
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laboratório
imagem |
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Rex
Filme |
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sistema
cor |
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B
x P |
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sistema
sonoro |
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R.C.A. |
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metragem |
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2.400
m, filmado em 35 mm, em 24 q |
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local
de produção |
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São
Paulo, SP |
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ano
de produção |
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1952 |
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lançamento |
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27/10/52,
em circuito de 38 cinemas em São Paulo e arredores |
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