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Sai
da Frente
Fonte:
Cinemateca Brasileira
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Comédia
"non sense": um dia na vida suburbana do dono de um caminhão
fulêro que para fazer uma mudança de São Paulo para Santos,
envolve-se em inúmeras confusões com burocratas, policiais,
motoristas e uma partner de circo.
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1º
rolo: (São Paulo, SP): vistas gerais do centro da cidade e da periferia. Beco,
vila suburbana. Dois bêbados trocam uma garrafa de uísque por uma de leite que
está depositada na porta da casa de Isidoro, que se levanta com o tilintar
explosivo de seu despertador. Veste-se, apanha a garrafa de uísque, sem
perceber a troca. A cozinha, humilde, funciona às avessas. Maria, sua esposa,
levanta-se. Isidoro acaricia sua filha, que está febril, e reclama de sua condição
financeira. Beija Maria, sai, recebe a indicação de um amigo para chamar Crisóstomo,
médico, "amigo dos pobres", candidato a político, para cuidar de sua
filha. Discute com a telefonista e consegue a ligação com a residência do Dr.
Crisóstomo. (232 m)
2º rolo:
Recebe a promessa da vinda do Dr. Crisóstomo. Sai, retira a lona que encobreseu
caminhão Anastácio e consegue pô-lo em funcionamento a duras penas, depois de
conversar com Coronel, seu cachorro. Vizinhos reclamam do barulho, brigam entre
si, outros acordam com o escândalo, atiram latas e lixo, Isidoro berra e sai, são
e salvo, do "Beco do Conforto". Passa pelo Viaduto do Chá, Parque Dom
Pedro II, pára, flerta com uma bela moça, amarra seu caminhão em outro e pega
uma carona. Reunido com todos os camioneiros, Isidoro aguarda uma solicitação
de carga. Eufrásio, um velhinho meio descrente,
o contrata para um transporte. Já no cruzamento de uma rua, Isidoro provoca
confusão ao bater em um carro e xingar o motorista. Resolve a questão . (286
m)
3º
rolo: Chegam ao local do transporte: uma mudança. A esposa de Eufrásio, Dona
Gata, dá ordens um tanto raivosas. Com um certo desleixo, Isidoro ajunta os móveis
sobre o caminhão, que parte meio desgovernado. Isidoro resolve parar em um
posto de gasolina para satisfazer as "necessidades" e não percebe que
o caminhão, sem freio, começa a andar sozinho até desaparecer. Desesperado,
Isidoro pede informações, recebe-as desencontradas e resolve dar parte na polícia.
Na portaria da delegacia, ajuda o porteiro a preencher palavras cruzadas, tenta
subir pelo elevador, sobe pelas escadas, tenta conversar com o juiz. (241 m)
4º
rolo: O juiz, normalmente, ensandecido, nega aceitar o caso do caminhão e
indica um outro andar do prédio. Isidoro e Eufrásio para lá se dirigem.
Isidoro cumprimenta os "clientes", explica a situação mas o
encarregado de menores confunde Anastácio com uma criança. A confusão é
geral. Finalmente, Isidoro conversa com alguém "competente", conta o
"roubo" do caminhão e, com dificuldade, apresenta seus documentos. A
fila para entrar na fila é enorme. Eufrásio tem um ataque dos nervos. Isidoro
o leva até um boteco, pede para preparar um "traguinho" envenenado e,
por fim, ouve comentários sobre um caminhão com móveis encontrado por perto.
Satisfeito, recupera Anastácio e a mobília. Um policial quer prendê-lo mas
desiste graças às proezas "caninas" do Coronel. (275m)
5º rolo: Isidoro
se coloca a caminho mas pára em seguida para telefonar em um boteco. Um carro
bate em seu caminhão.
Isidoro
ameaça o motorista gago e resolve a situação. Um congestionamento, com carros
que conduzem os convidados de um casamento, forma-se atrás do caminhão.
Isidoro interrompe o trânsito para tirar satisfação sobre as buzinas
irritantes que o seguiam. A noiva foge de um carro, esconde-se no guarda-roupa
de Eufrásio e pede a Isidoro para levá-la para Santos. O caminhão passa pelo
Museu do Ipiranga, pega a Via Anchieta na descida da serra e meio sem controle
assusta Eufrásio, a noiva e o anjinho da guarda (em voz) de Isidoro. Chegam em
Santos. A noiva reencontra seu amado. Numa ré, a mobília de Eufrásio despenca
do caminhão. Um demagogo faz um discurso político, aproveitando a multidão
que se acotovela ao redor do caminhão. (283 m)
6º rolo: Isidoro
sai lucrando: solidária, a multidão influenciada pelo orador arruma a mudança
sobre
o caminhão. Isidoro consegue descarregar a mobília. Dona Gata se nega a fazer
o pagamento do transporte mas concorda em presentear Isidoro com um bode.
Enquanto Coronel exibe novas proezas caninas, um espertinho passa o conto do vigário
em Isidoro por conta de um bilhete fajuto de loteria. Irritado, sem ter prêmio
nenhum para receber, Isidoro sai no encalço do vigarista que, ainda por cima,
lhe carregara o cachorro. Em meio à armação de um circo, a perseguição se
efetua através do trapézio, da corda bamba e mesmo por alguns números de mágica.
A situação se inverte, porém: Isidoro é obrigado a enfrentar um Sansão, mas
é salvo por Dalila logo em seguida. (287 m)

7º rolo: O dono
do circo contrata os serviços de Isidoro. Em um boteco, aonde chegam Isidoro e
Dalila, o samba corre solto e contagiante. Uma briga se forma por conta de
Dalila que enciúma os outros homens ao flertar com Isidoro. Na briga, Isidoro
nocauteia a si próprio e sonha estar vestido de Sansão a bailar com Dalila.
Acorda, volta ao circo, recarrega o caminhão e parte, com Dalila, de volta a São
Paulo. No caminho, Isidoro e Dalila cantam ("A tromba do elefante").
(264 m)
8º rolo: Chegam
a São Paulo. O "homem macaco", parte da carga, ao ver uma bela
mocinha,
foge
para perseguí-la. Colegiais desmaiam, mulheres gritam. Uma casa de banho turco
se esvazia com a entrada do "homem macaco". Para atraí-lo de volta,
Isidoro se veste de mulher e o seduz até a jaula. Entrega a carga. Dalila
insiste em ficar com ele mas a voz do anjinho da guarda de Isidoro exige-lhe
responsabilidade e consciência. Isidoro prefere voltar para sua vila, onde
crianças e vizinhos o recebem festivamente. Maria o abraça. Sua filha está
bem melhor da febre. Isidoro, feliz, observa os filhotinhos do Coronel enquanto
Maria dá conta do bode. Do motorista gago, como pedido de desculpas, Isidoro
recebe mais uma garrafa de uísque. Já noite, os dois bêbados (do início do
filme) cambaleiam pelo beco. (219 m)
comédia, ficção; 80
minutos; livre
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cia
produtora |
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Cia
Cinematográfica Vera Cruz
financiamento Banco do Estado de São Paulo |
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distribuição |
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Columbia
Pictures |
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direção |
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Abílio
Pereira de Almeida |
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diretor
adjunto |
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Tom
Payne |
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assistente
de direção |
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Carlos
Thiré, Toni Rabatoni, Gallileu Garcia |
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argumento |
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Abílio
Pereira de Almeida,
Tom Payne |
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roteiro |
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Abílio
Pereira de Almeida
Baseado em idéia de Tom Payne |
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diretor
de fotografia |
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Nigel
C. (Bob) Huke |
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operador
de câmera |
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Jack
Mills |
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assistente
de foco |
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Carlo
Guglielmi |
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diretor
de produção |
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Pio
Piccinini |
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assistente
de produção |
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Geraldo
Faria Rodrigues |
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engenheiro
de som |
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Erik
Rasmussen, Ernest Hack |
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assistente
de som |
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Boris
Silitschanu, João Ruch, Waldir Simões |
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editor |
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Oswald
Hafenrichter |
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montagem |
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Álvaro
Novaes, Mauro Alice, Germano Arlindo |
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cenografia |
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Pierino
Massenzi |
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assistente
de cenografia |
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Luiz
Sacilotto, Noboru Honda |
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figurinos |
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Bassano
Vaccarini |
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maquilagem |
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Valerie
Fletcher |
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música |
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Radamés
Gnatalli
Canção "A tromba do elefante" de Anísio
Olivero |
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continuidade |
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Bernardeth
Ruch |
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estúdio
filmagem |
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Estúdios
da Vera Cruz (São Bernardo do Campo) |
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locações |
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Cidade
de São Paulo |
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laboratório
de imagem |
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Rex
Filme |
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sistema
cor |
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b
x p |
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sistema
sonoro |
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R.C.A |
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metragem |
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2188
m, filmado em 35 mm, em 24 q |
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prêmio |
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Saci
- 1952: melhor atriz secundária - Ludy Veloso |
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