O Jornalista José Hamilton Ribeiro lança livro com histórias da música caipira, destacando artistas da terra e um rico legado da cultura popular; obra faz referência à pesquisa de Romildo Sant’Anna. 

O jornalista mais premiado do país, José Hamilton Ribeiro, acaba de lançar em livro uma grande reportagem: “Música Caipira – As 270 maiores modas de todos os tempos”.

Zé Hamilton é conhecido como o repórter da Globo Rural, onde está há 25 anos.

Era lembrado antes como o correspondente que perdeu a perna esquerda na explosão de uma mina na Guerra do Vietnã (1968). O respeito por cresceu fermentado por sete prêmios Esso e um internacional.

Zé Hamilton tem um pé em Rio Preto. Veio para cá em 1976 para ser editor-chefe do jornal que revolucionou a imprensa local, o “Dia e Noite”.

O seu “Música Caipira” também tem um pé em Rio Preto. Foi aqui que conheceu o professor e escritor Romildo Sant’Anna, colunista do BOM DIA e autor de uma tese de livre-docência que acabou publicada em livro: “A Moda é Viola”. Romildo é citado dezenas de vezes no livro do Zé. Tantas referências confirmam que a pesquisa do rio-pretense consagra-se como a mais importante obra do assunto.

Já o livro do Zé é uma espécie de inventário da música caipira, a música rural, que não dispensa um instrumento essencial: a viola. A música caipira é uma fatia da chamada música sertaneja. Reúne música rural de São Paulo, parte do Paraná, sul de Minas e Goiás.

O livro-reportagem resgata a origem das gravações, com Cornélio Pires, que peitou as gravadoras estrangeiras e pagou do bolso as primeiras mil cópias de um disco anteriormente rejeitado porque a dupla cantava alto e as letras continham erros de gramática. O disco esgotou-se rapidamente.

Melhores:

Para a lista de Zé Hamilton, foram selecionados vários temas com suas respectivas dez melhores. Entre as modas de viola, a mais conhecida é “Rei do Gado”.

Também faz a listagem das dez melhores duplas de todos os tempos, duas delas ligadas a Rio Preto: Vieira e Vieirinha e Cascatinha e Inhana, Tonico e Tinoco puxa a fila.

Muitas das legítimas duplas citadas se desfizeram. Morreram na estrada, por interesse de um deles cantar solo, ou por desavenças. O livro revela que as mais duradouras eram formadas por irmãos: Tonico e Tinoco só se desfez 60 anos depois, com a morte de Tonico.

As dez mais:

  • A morte do Carreiro - (Zé Carreiro e Carreirinho)
  • Rei do Gado - (Teddy Vieira)
  • Nelore Valente - (Sulino e Dino Franco)
  • Moça Boiadeira - (Raul Torres)
  • Padecimentos - (Carreirinho)
  • Sapato - (Paraíso e Caetano Erba)
  • Festa da Bicharada - (Raul Torres e João Pacífico)
  • Minha Vida - (Vieira e Carreirinho)
  • Bombardeio - (Zé Carreiro e Geraldo Costa)
  • Catimbau - (Carreirinho e Teddy Vieira)

As dez melhores duplas:

  • Tonico e Tinoco
  • Torres e Florêncio
  • Zé Carreiro e Carreirinho
  • Vieira e Vieirinha
  • Zé Mulato e Cassiano
  • Irmãs Galvão
  • Tião Carreiro e Pardinho
  • Sulino e Marrueiro
  • Serrinha e Caboclinho
  • Cascatinha e Inhana
     


    enviado por Hamilton Carneiro por e-mail