Em minhas pesquisas sobre o "Santo Protetor dos Violeiros",

encontrei algumas histórias relacionadas a ele, que descrevo a seguir:

 

 

  As histórias do Santo "São Gonçalo"

 

 

 

         São Gonçalo é um santo português com culto permitido pelo papa Júlio III em 24 de abril de 1551. Nascido em Tagilde no ano de 1187, estudou rudimentos com um devoto sacerdote. Depois, freqüentou a escola arqui-episcopal em Braga. Após ordenado sacerdote, foi nomeado pároco de São Paio de Vizela. foi a Roma e Jerusalém.

        No regresso, São Gonçalo passou por um período de busca interior e encontrou na experiência popular a maneira de converter pecadores. Para converter as prostitutas, ele se vestia de mulher, tocava viola e dançava alegremente, apesar de pregos no sapato, o que feria seus pés. O santo zelava pela virtuosidade das mulheres; organizava, para elas, danças nos dias de sábado até se cansarem. Ele entendia que as mulheres que participassem dessas danças aos sábados não cairiam em tentação no domingo.

        Quando vigário de São Paio de Vizela, fez vários casamentos de mulheres que perderam a virgindade. Pregou e operou supostos milagres por todo o norte de Portugal. Sobre o rio Tâmega construiu uma ponte. São Gonçalo morreu no dia 10 de janeiro de 1259 em Amarante, no Douro, à margem direita do rio Tâmega, em Portugal. Após sua morte, passou a ser protetor dos violeiros, remédio contra as enchentes, além de casamenteiro.

        Diz a lenda que a mulher que tocar com alguma parte do corpo o túmulo do santo, em Portugal, terá casamento garantido dentro de, no máximo, um ano. A dança inventada por ele continuou sendo realizada por diversos grupos que além de festejar o santo, pagam promessas feitas a ele. A devoção ao santo no povoado Mussuca, na cidade de Laranjeiras, Sergipe, é feita de maneira alegre, ao som de duas violas; dois cavaquinhos; uma caixa (tocada pelo patrão do grupo, Sr. Sales, 59 anos e 20 de São Gonçalo) e dois pulés (instrumento musical feito de bambu).

        Além dos tocadores, participam os dançadores (em número de oito em pagamento de promessa, poddo aumentar, dependendo da ocasião) e a mariposa, mulher que segura a imagem do santo em um barco, visto que na Mussuca, acredita-se que o santo tenha sido marinheiro em virtude da vinculação de sua vida ao mar ou a rio Tâmega.

 

        Segunda História


        Beato Gonçalo de Amarante São Gonçalo é o santo português que, sobretudo no Norte de Portugal, goza da maior devoção, logo depois de Santo António de Lisboa. Na sua História Eclesiástica de Portugal, o Padre Miguel de Oliveira diz apenas o seguinte: «S. Gonçalo de Amarante que se supõe falecido a 10 de Janeiro de 1259; o seu culto foi permitido pelo Papa Júlio III (24 de Abril de 1551) e confirmado por Pio IV (1561); Clemente X estendeu o ofício e a Missa a toda a Ordem dominicana (1671)».

        Terá sido São Gonçalo uma invenção posta ao serviço de uma qualquer ideia ou propósito, ou podemos perceber o percurso da sua devoção ou do seu culto? O mais antigo documento que se refere a São Gonçalo, é um testamento de 18 de Maio de 1279 em que uma tal Maria Johannis lega os seus bens à Igreja de São Gonçalo de Amarante. Quer dizer, uns 20 anos depois da morte de São Gonçalo existia uma igreja dita «de São Gonçalo de Amarante». E há outros documentos... e escritos sobre a figura de São Gonçalo e o seu culto.

        Na biografia oficial de São Gonçalo, apresentada como tal a partir do Flos Sanctorum de 1513, não há dúvidas: Gonçalo, nasceu em Tagilde, estudou rudimentos com um devoto sacerdote e frequentou depois a escola arqui-episcopal de Braga. Ordenado sacerdote foi nomeado pároco de São Paio de Vizela. Depois foi a Roma e Jerusalém; no seu regresso vendo-se desapossado do seu benefício prosseguiu um caminho de busca interior já anteriormente encetado, depois foi a experiência da vida eremítica, a pregação popular..., e logo caiu na ambiência mendicante da época, após o que se faria dominicano...

        As coisas não são assim tão lineares. De qualquer modo, tenha sido padre diocesano, cónego de Santa Maria em Guimarães, beneditino ou dominicano, tenha - quase por certo - passado de uma a outra condição, nenhuma destas hipóteses esbate a riqueza e o vigor da sua figura.

(cf. ARLINDO DE MAGALHÃES, São Gonçalo, História ou lenda, Ed. Amarante Magazine - Paróquia de São Gonçalo 1995, 62 pp.)


        Terceira História

        Os pesquisadores relatam que São Gonçalo do Amarante, viveu e morreu durante o século XII d. C. em Douro, Portugal. Ele era um homem comum, trabalhador, construiu a Igreja de Nossa Senhora, em cima de um rochedo, e diversas pontes sobre rios.

        Em toda sua vida dedicou-se a fazer o bem e transmitir o amor a Deus e a paz espiritual ao homem. Nas suas peregrinações, levava consigo uma viola de cordas, invocava o povo através de suas melodias, tocadas nas rodas de danças formadas ao ar livre, por moças e rapazes.

        Além das mensagens de fé e carinho que transmitia, ele foi exemplo de dignidade e santificação. Existem muitas lendas a respeito do santo protetor das mulheres e dos casais apaixonados. Contam que ele transmite tranqüilidade e alegria a todos. Protege sempre os que amam.

        Ajuda as pessoas a encontrar a pessoa certa para amar e ser feliz por toda a vida. Para alguns, São Gonçalo possui poderes sobrenaturais contra o mal e contra as adiversidades. Tanto no Brasil como em Portugal as procissões a São Gonçalo são acompanhadas por rapazes e moças que desejam casar, carregando velas acesas, durante todo o percurso. Se a vela não apagar até o final da procissão, é certeza casar-se no mesmo ano.

        Fonte: Sites da internet, não é de nosso conhecimento a veracidade das informações citada nesta página, talvez não sirva para estudos.

 

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        Gonçalves do Amarante (Portugal) ou Gonzalo do Amarante (Espanha) ou em Latin Gundisalvus do Amarante

        Nasceu em Vuzella (perto de Braga) Portugal em 1187. Morreu em 1259 Teve o seu culto aprovado em 1560.

        Gonçalves do Amarante foi um verdadeiro filho da Idade Media, um dos homens saído das páginas da "Lenda Dourada". Toda a sua vida se lê como um mural de uma parede de uma igreja cheia de coisas maravilhosas e cores brilhantes.

        Ainda jovem, Gonçalves deu indicações de que seria um santo. Concentrou-se nos estudos da Igreja e recebeu treinamento na casa do arcebispo de Braga. Após a sua ordenação, foi dado a ele cuidar de uma paroquia rica e seria um posto que deveria deixar Gonçalves muito feliz, mas Gonçalves não estava interessado em paroquianos ricos e assim ele foi ajoelhar-se aos pés da Virgem Maria, no seu templo favorito, e pedir a ajuda para administrar o seu oficio. Não houve nenhuma queixa da competência de Gonçalves na paroquia de São Pelagius. Ele se penitenciava, mas era indulgente com aqueles que davam dinheiro para os pobres.

        As contribuições que recebia para si, ele dava aos pobres e aos doentes. A paróquia de fato estava indo muito bem quando ele a passou para o seu sobrinho. Logo depois ele fez uma peregrinação a Terra Santa e lá queria ficar, mas o arcebispo ordenou que voltasse para Portugal. Ao chegar ele ficou horrorizado em ver que seu sobrinho não tinha sido um bom pastor para o seu rebanho.

        O dinheiro arrecadado para os pobre tinha sido usado para comprar bons estábulos, bons cavalos e cães .O sobrinho disse a todos que seu tio estava morto e que ele tinha sido indicado pastor em seu lugar. Quando o tio apareceu em cena, furioso e velho mas muito vivo, o sobrinho não ficou nada feliz. São Gonçalves ficou surpreso e muito triste. O sobrinho ingrato soltou os cães no tio e eles teriam estraçalhado São Gonçalves se os criados não tivessem afastados os cães a tempo de permitir que ele fugisse.

        Gonçalves decidiu então que ele já tinha tido muito da vida paroquial e foi para as colinas e, em um lugar chamado Amarante ele encontrou uma caverna onde encontrou o que precisava para viver como um eremita e assim viveu em paz por vários anos e usou seu tempo para construir uma capela para a Santa Virgem e pregava para aqueles que vinham a ele e em breve um fluxo de peregrinos iam de encontro a sua ermida.

        Mesmo feliz com o que era, Gonçalves sentiu que esta não era sua missão na vida e ele de novo orou para a Santa Virgem que o guiasse. Ela apareceu a ele uma noite e disse a ele que entrasse para a ordem que tinha o costume de começar o Ofício com a "Ave Maria Gratia Plena". Ela disse ainda a ele que esta Ordem era muito querida para Ela e que tinha a ela uma especial proteção. Gonçalves então saiu a procurar a ordem e eventualmente encontrou o convento dos Dominicanos. Ali ele terminou a sua procura e pediu o hábito.

        O Beato Pedro Gonzales era o superior e logo reconheceu nele um santo e deu a ele o hábito de aspirante. Após Gonçalves passar pelo noviciado, ele foi enviado de volta a Amarante com um companheiro para fundar uma casa da ordem do Dominicanos por lá. O povo da vizinhança logo espalhou a noticia que o santo eremita estava de volta.

        Eles vinham em bandos e pediam a ele a cura de suas doenças. E ele milagrosamente os curava. Um dos vários milagres de Gonçalves foi durante a construção de uma ponte sobre o rio que era muito bravo e não permitia que as pessoas do outro lado viessem visitar a ermida no tempo das águas. Não era um bom local para se fazer uma ponte mas Gonçalves seguiu, segundo ele, diretrizes vindas do céu.

        Certa vez durante a construção, ele estava coletando doações e quando bateu a porta da casa de um homem rico, este disse a ele para procurar na loja a sua esposa com um bilhete que ela daria a ele as moedas de ouro estipuladas no bilhete. São Gonçalves levou o bilhete para a esposa e quando esta o leu passou a rir . O bilhete dizia: "coloque este bilhete no prato da balança e dê a ele tantas moedas de ouro quanto for necessário para equilibrar a balança". A loja estava cheia de fregueses.

        Inalterado Gonçalves disse: "mulher, obedeça o seu marido" e colocou o bilhete no prato da balança e disse "agora coloque no outro as moedas".
        A mulher colocou uma, duas e varias moedas até encher o prato e o bilhete ainda pesava mais que as moedas. Quando o prato estava derramando, São Gonçalves disse: "Já chega"e colocando as moedas em um saco, saiu deixando a todos pasmos e estupefatos.

        Gonçalves morreu em 1259, após profetizar o dia de sua morte e prometendo aos seus amigos que os ajudaria após a sua morte.

        Peregrinações logo começaram e uma serie de milagres indicaram que alguma coisa deveria ser feito para a sua beatificação. Quarenta anos após a sua morte ele apareceu para várias pessoas que estavam no rio observando o nível das águas subir. A água começou a subir de forma perigosa, quase alcançando a ponte, então todos viram uma grande árvore vindo de encontro a ponte, mas aí viram São Gonçalves aparecer montado no tronco e guiar a grande árvore para junto a margem do lado direito onde passou por debaixo da ponte, sem nenhum dano a mesma. Logo em seguida o nível da água começou inexplicavelmente a baixar.

        São Gonçalves é mostrado na Arte Litúrgica da Igreja como um dominicano entre dois franciscanos. Ele ainda é mostrado segurando um chuveiro de luz e um monastério em suas mãos. As vezes ele é mostrado dando comida aos mendigos.

        Ele e muito venerado em Braga, Portugal e em Amarante onde ainda estão lá a sua Ermida, capela e a ponte. No Brasil, o padroeiro de várias cidades.

        O Mosteiro de São Gonçalo foi edificado no local onde, primitivamente, existiu a capela deste santo. Durante o período medieval e sobretudo após a morte de São Gonçalo, o seu culto difundiu-se, tendo o seu expoente no século XVI.
        Em 1343 já a igreja dita de São Gonçalo era um pequeno santuário medieval e local de juramento. A doação da Igreja de São Gonçalo para Convento de São Domingos foi feita pelo Cardeal D. Henrique.

        A construção do atual Convento, deliberada por D. João III e Dona Catarina, foi iniciada em 1543 e decorreu ao longo de aproximadamente oitenta anos (1543-1620), sendo, por isso, notória a diversidade de estilos.

        Sua festa era celebrada no dia 16 de janeiro. Os Dominicanos a celebravam no dia de sua morte em 10 de janeiro. Com a unificaçao das festas dos santos em 1969/70, todos os santos tiveram suas festas celebradas no dia de sua morte-dia que se encontram com Jesus, assim, a festa de São Gonçalo é celebrada no dia 10 de janeiro.

 

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