A História de Ana Rosa

 

Extraída da Revista Viola Caipira nº 16 - enviada por Ramiro Viola

 

    mp3 - ANA ROSA - Tião Carreiro e Pardinho

para salvar as músicas no seu computador, clique com o botão direito, depois em "salvar destino como"...

           

       

        Ana Rosa era casada com Francisco de Carvalho Bastos, conhecido pelo apelido de Chicuta, um carreiro que trazia a mulher "num cortado", ditado popular na década de 70 do século XIX.

        Temperamental e machista, Chicuta tinha um ciúme doentio pela esposa e começou a tratar mal Ana Rosa, tanto moralmente como fisicamente, transformando a vida daquela mulher um um martírio.

        Ana Rosa, cansada de sofrer resolveu fugir de casa, saindo à cavalo rumo à Botucatu, SP. Lá Chegando pediu abrigo e ajuda na casa de uma mulher conhecida por Fortunata Jesuina de Melo, proprietária de um cabaré.

        Chicuta quando chegou em casa não encontrou Ana Rosa. Como um louco saiu à procura da esposa e arrumou a vingança. Foi atrás da fugitiva e chegando à Botucatu contratou José Antonio da Silva Costa, o Costinha, e Hermenegildo Vieira do Prado, o Minigirdo, pra matarem Ana Rosa.

        Costinha se fez passar por um bom homem e ofereceu cobertura para Ana Rosa deixar o marido. Mal sabia ela que caminhava para um cilada mortal.

        Quando Ana Rosa chegou com Costinha nas proximidades do Rio Lavapés, avistou seu marido e se deu conta da emboscada armada contra ela. A moça pediu à todos os santos para que não a matassem e mesmo assim os assassinos sem piedade consumaram o crime, esquartejando-a. Ana Rosa morreu no dia 21 de junho de 1885, com vinte anos de idade. Era nascida no município de Avaré, SP.

        Os criminosos foram presos e condenados. Costinha após cumprir pena saiu e morreu esmagado quando cortava uma árvore. Minigirdo morreu na prisão, vítima de varíola. Chicuta, numa tarde de sexta feira, ia voltando da cidade para a fazenda quando o carro parou. Nervoso, batia nos bois mas o carro não saía do lugar. Ao se deitar no chão para verificar as rodas do carro, os bois seguiram e as rdas separaram sua cabeça do corpo.

        A história de Ana Rosa é relatada na música "Ana Rosa" de Carreirinho, Gravada em 1957 pela dupla Tião Carreiro e Pardinho.